23/05/17

CTB celebra Dia Mundial da Criança com Músicos de Bremen

No próximo dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, a Companhia de Teatro de Braga leva a cena, no Theatro circo, às 11h30, Os Músicos de Bremen.

A partir do conto homónimo dos Irmão Grimm, o espectáculo criado pela CTB em 2014, tem encenação de José Caldas e o elenco é composto por André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Rogério Boane e Sílvia Brito.

Foto. Paulo Nogueira


SINOPSE
A partir do conto dos Irmãos Grimm e relato oral do Sr. Joaquim Peças. Texto dramático de José Caldas. Poemas de Eugénio de Andrade e Afonso Lopes Vieira.
Propor ao jovem público uma metafórica reflexão sobre a velhice e a sua marginalidade numa sociedade de produção e consumismo é o desejo deste espectáculo. Que presente ou futuro podem ter quatro velhos animais que já não são úteis? Resta-lhes o sonho e a utopia de que unidos poderão construir: ser músicos numa banda de sons imaginários. Partiremos portanto todos a procura de um território livre e justo: Bremen, a cidade onde todos são aceites.
Atores/cantores e músicos em cena, que contam e vivem esta história confiando na inteligência das crianças e no seu gosto pelo jogo.
José Caldas
Poster: Carlos Sampaio

FICHA ARTÍSTICA
a partir do conto dos Irmãos Grimm e relato oral do Sr. Joaquim Peças
poemas Eugénio de Andrade e Afonso Lopes Vieira
dramaturgia e encenação José Caldas
elenco André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Rogério Boane e Sílvia Brito
cenografia e figurinos Marta Silva
design gráfico e fotografia Paulo Nogueira
desenho de luz Nilton Teixeira
música original Alberto Fernandes
arranjos Rui Souzza, Alberto Fernandes, Pedro Oliveira
gravação nos Estúdios CEAPT 
direção de produção musical Rui Souzza
captação e mistura Pedro Oliveira 

masterização Pedro Oliveira e Alberto Fernandes

17/05/17

CTB na Ucrânia com dois espectáculos

A Companhia de Teatro de Braga (CTB) partiu, hoje, para a Ucrânia onde vai apresentar, a convite do FestivalInternacional de Teatro Melpomena Tavryy, dois espectáculos do seu reportório - NoAlvo e Ainda o Último Judeu e os Outros – em quatro cidades desse país da Europa Oriental: Kherson, Mykolayiv, Bila Cerkva e Kiev.



Além dos dois espectáculos, o programa do festival incluiu uma conversa com o dramaturgo Abel Neves e um workshop, dirigido por Rui Madeira (director da CTB), com actores ucranianos do Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish tendo já em vista a co-produção de um espectáculo, em 2018/2019, a partir de A Gaivota de Tchekhov.

A participação neste festival realiza-se no âmbito de um projecto para a internacionalização financiado pela Direcção Geral das Artes (DGArtes). Além da participação no Melpomena Tavryy, este projecto inclui a edição bilingue (português-ucraniano) do texto de Abel Neves: Ainda o Último Judeu e os Outros.



Melpomena Tavryy é o Festival Internacional de Teatro que se realiza em Kherson, todos os anos desde 1999, na última semana de maio. O principal objectivo do festival é a promoção do teatro e o intercâmbio de experiências e culturas.

Alexander Kniga é o fundador e director do festival. É, também, director do Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish, com quem mantemos, há já alguns anos, uma estreita relação de parceria, que tem permitido o intercâmbio de espectáculos (o último dos quais foi Cuidado, Mulheres! de Andrei Kureichik, em Abril deste ano) e o aprofundamento das relações culturais entre os nossos dois países.

A organização do festival está a cargo do Ministério da Cultura da Ucrânia, da União Nacional de Trabalhadores do Teatro da Ucrânia, do Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish, da Companhia de Responsabilidade Limitada "Festival Center". Conta, também, com o apoio da Administração Estatal Regional de Kherson e a Câmara Municipal de Kherson.

Desde 2003, o festival recebeu o estatuto internacional, tendo nos primeiros 15 anos acolhido 104 companhias de teatro, de 15 países diferentes (Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Moldávia, Transnístria, Lituânia, Letónia, Geórgia, Azerbaijão, Roménia, Polónia, Hungria, Israel, França, Portugal) num total de 232 espectáculos apresentados.

Filha (Solange Sá), Escritor (Frederico Bustorff) e Mãe (Sílvia Brito) em No Alvo. Foto de Paulo Nogueira

A CTB desloca à Ucrânia 16 pessoas entre actores/actrizes, artistas plásticos, dramaturgo, encenador, técnicos e tradutora. Acompanha-nos também a senhora Vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias. No dia 27 de Maio, foi confirmada a presença no espectáculo em Kiev, no Teatro Nacional Académico de Drama Ivan Franko, da Embaixadora de Portugal na Ucrânia, Cristina Almeida, e de funcionários da embaixada.

Daniel (Alexandre Sá) e Núria (Eduarda Filipa) em Ainda o Último Judeu e os Outros | Foto de Paulo Nogueira

Plano de actuações:
19 de Maio | 22h00 | Kherson | Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish  Ainda o Último Judeu e os Outro (Abertura do Festival);
22 de Maio | 18h00 | Kherson | Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish | No Alvo;
23 de Maio | 18h00  | Mykolayiv  | Teatro Ucraniano Académico de Drama e Comédia Musical de Mykolayiv | No Alvo;
25 de Maio | 19h00 | Bila Cerkva | Teatro Saksahanskoho | Ainda o Último Judeu e os Outros;
26 de Maio | 19h00 | Bila Cerkva | Teatro Saksahanskoho | No Alvo;
27 de Maio | 19h00 | Kiev | Teatro Nacional Académico de Drama Ivan Franko | No Alvo.

11/05/17

Actores da CTB participam num espectáculo a partir de texto de Saramago

Estão neste momento a decorrer, em Almada, os ensaios espectáculo História do Cerco de Lisboa.

Este espectáculo - uma co-produção da Companhia de Teatro deBraga (CTB), ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro deAlmada e Teatro dos Aloés – tem a participação dois actores da CTB: Ana Bustorff e Rui Madeira.

História do Cerco de Lisboa realiza-se a partir do texto homólogo de José Saramago, com dramaturgia de José Gabriel Antuñano e a encenação a cargo de Ignacio Garcia.

A estreia é no dia 5 de Julho de 2017, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, e está inserido no programa do 33º Festival de Almada.

Em Braga, a estreia é a 29 de Setembro e estará em cena, no Theatro Circo, até ao dia 4 de Outubro.




A capacidade de dizer “não” é um dos temas abordados por Camus no seu Homem revoltado. E colocar um “não” onde estava escrito um “sim” é o que faz Raimundo Silva, o revisor que protagoniza a História do Cerco de Lisboa. Só que a afirmação (pela negação) desta personagem Sara Maguiana servirá de ponto de partida para a criação: no caso, a escrita de uma História do Cerco de Lisboa na qual os cruzados “não”auxiliem D. Afonso Henriques na conquista da cidade. E deste “não” surgirá também uma história de amor, entre o revisor e a directora literária Maria Sara – plasmada, de certo modo, nas personagens do soldado Mogueime e da barregã Ouroana. A adaptação de José Gabriel Antuñano vai ao encontro (e vai além) do tema central do romance de Saramago: a fronteira entre a realidade e a ficção, bem como a redenção pelo amor.

A partir de: José Saramago 
Dramaturgia: José Gabriel Antuñano
Encenação: Ignacio García

Intérpretes: Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira e Tânia Silva
Cenografia: José Manuel Castanheira
Figurinos: Ana Paula Rocha
Luz: Guilherme Frazão
Som: Miguel Laureano

05/05/17

CTB abre mostra de Teatro em Língua Portuguesa, no Brasil


Nos dias 2 e 3 de Junho, a CTB apresenta Um Picasso de Jeffrey Hatcher, em São Paulo, no SESC Ipiranga.

Foto de YESU LUSO - Teatro em Língua Portuguesa.

O espectáculo, estreado em 2014, protagonizado por Rui Madeira (Pablo Picasso) e Solange Sá (na personagem de Fraulein Fischer, inicialmente representada pela actriz Ana Bustorff) e com encenação de EduardoTolentino de Araújo - director brasileiro e fundador do Grupo TAPA.

Fotografia de Paulo Nogueira
Paris ocupada pelos alemães. A Gestapo “quer” uma obra de Picasso para uma “vernissage”. Picasso, é levado para um bunker, onde conhece uma atraente loura que está ali em missão secreta: obter a autenticação de Picasso em, pelo menos, um de três auto-retratos do artista. Pretende incluir Picasso numa vernissage com obras de Klee, Miró e Leger. Depois de uma apaixonante esgrima verbal entre o artista e a agente, Picasso acaba por assumir os três desenhos, de diferentes períodos da sua vida. Porém, percebe a “vernissage” trata-se, afinal, de uma manifestação nazi onde se queimarão obras de “arte degenerada” o que provoca no artista uma reacção violenta.

Esta é a segunda edição do evento acontece na capital do estado de São Paulo, de 2 a 11 de Junho de 2017. O programa inclui seis peças de quatro países lusófonos: Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. A CTB abre a mostra nos dois primeiros dias (2 e 3) a que se seguem: Qual é a Sentença? A Mulher que Matou a Diferença, de Katchoro Kupalucha, de Moçambique, (dias 3 e 4); I Can’t Breathe, de Elmano Sancho, Portugal (dias 6 e 7); Rostos de Loanda, Luanda, de Angola (dias 7 e 8); Teorema do Silêncio, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português, de Cabo Verde (dias 9 e 10); e As Três Irmãs, do Grupo Teatrão (dias 10 e 11).


04/05/17

Oferta cultural diversificada da CTB em Maio

É já no próximo dia 11 de maio que a Companhia de Teatro deBraga acolhe mais um espectáculo sob o signo Viagem – do ciclo que se propôs realizar no quadriénio 2013-2016, Liberdade. Solidão. Cidadania. Viagem., e que por questões de política cultural nacional prolonga em 2017.

Desta vez, o segundo acolhimento deste ano, temos o prazer de receber o grupo galego Chévere com o espectáculo EROSKI PARAÍSO. O espectáculo que subirá ao palco do Pequeno Auditório do Theatro Circo – 11 de Maio, às 21h30 – resulta de um trabalho prévio de pesquisa e documentação sobre a sala de festas Paraíso, que funcionou na localidade de Muros (província da Corunha), entre 1972 e 1990.

Este acolhimento  realiza-se no âmbito do Circuito Ibérico de Artes Cénicas e que levará a CTB a apresentar um espectáculo na Galiza ainda no decorrer deste ano, numa data a anunciar oportunamente.

EROSKI PARAÍSO conta a história de Alex, filha de Antonio e Eva, que regressa a Muros, depois de terminar o mestrado de cinema, para fazer o seu primeiro documentário: um filme sobre os seus pais e o espaço onde se conheceram, sobre a distância que suas vidas abriram entre aquele Paraíso e este, actual, supermercado.


Desde a sua fundação, em 1992, Chévere tem realizado espectáculos e participado em festivais em inúmeras vilas e cidades da Galiza, Espanha, Portugal e outros países europeus, América Latina e África. Os seus espectáculos têm estilos e formatos muito diferentes e são, normalmente, apresentados em espaços não convencionais: na rua, em navios, aeroportos, tendas de circo, janelas, rios, portos, rádios, bares, salas de aula, etc...

Chévere foi galardoado com vários prémios como, por exemplo, Prémio Nacional de Teatro (2014), Critics Award da Galiza (2012), Honor Award for International Theater Mostra Ribadavia (2012), Prémios María Casares: Melhor Show (2012, 2014), Melhor Director (2012), Melhor Atriz (2012), Melhor Atriz Coadjuvante (2014), melhor iluminação (2014), melhor set design (2014), Melhor Ator Coadjuvante (2015), melhor música (2015), melhor texto original (2015).


Também no dia 11 de maio, mas no Centro de Criação de Vídeo e de Som da CTB – Maria Augusta Produções - é inaugurada a exposição Hi-Fi:Duo-E-Re-Sí-Duo do artista Pedro Pinheiro

Esta exposição é o resultado de uma residência artística na área das media arts que decorreu durante aproximadamente dois meses nos estúdios da antiga estação ferroviária de Braga. 

Nestas residências artísticas a Maria Augusta Produções pretende aprofundar as relações entre os projectos artísticos desenvolvidos e o meio envolvente e, simultaneamente, dinamizar a colaboração com instituições da cidade e da região e estabelecer o espaço da Antiga Estação de Braga como recinto cultural de interesse público. 

A exposição abre portas no dia 11 de Maio, às 18h30, e permanece até dia 14.

Dia 14 de Maio
18:30 - Inauguração da Exposiçao Piss Off Art Peace Of Heart Piece Of Art
23:30 - Performance Audio-Visual Pier Zapfen - TREEPiNUS
00:00 - Performance Dyslexic Project
01:00 - Jam Sessions e improvisações com artistas convidados
+++ info brevemente


Depois os últimos dois espectáculos de JUSTIÇA, em Lisboa nos dias 29 e 30 de Abril, no Teatro Meridional, a Companhia de Teatro de Braga apresenta o drama camiliano, desta vez, no Teatro-club de Esposende, sábado dia 13 de Maio.