30/11/12


 
 
 
Senhora Rasch, ou a Rápida, que com uma original pontualidade ritmada pela vitalidade dos sentidos, sobrevive, assimétrica, para si mesma, pensamento após pensamento, acto após acto.
Anita, ou a alma Supersónica, seriamente capaz de implod...
ir o reforçado palco principal do histórico Theatro Circo. É neste contexto de instintos e catástrofes naturais que surge, camuflado, o inevitável papel do assistente de encenação: presenciar a natureza irrequietamente sensitiva da mãe e a objectividade sapiente do pai.

Frederico Bustorff Madeira, assistente de encenação de Rui Madeira em CONCERTO "À LA CARTE"

23/11/12

Para os mais pequenos

 

 
5 e 6 de Dezembro – 9h30, 11h00, 15h00
7 de Dezembro – 9h30, 11h00
Pequeno Auditório do Theatro Circo

(sessões escolares, mediante marcação)
 
 
A CTB – Companhia de Teatro de Braga vai repor, no Pequeno Auditório do Theatro Circo, a peça infantil “O Escaravelho Contador” de Manuel António Pina, jornalista, cronista, escritor de livros infantis, mas sobretudo um enorme poeta da língua portuguesa, Prémio Camões 2011, falecido em Outubro passado. O espectáculo estará em cena em Dezembro, nos dias 5 e 6, às 9h30, às 11h00 e às 15h00; e no dia 7, às 9h30 e às 11h00, em sessões escolares mediante marcação prévia.
“O Escaravelho Contador” tem encenação e transposição cénica de José Caldas, encenador, dramaturgo, actor, professor de teatro, com mais de três décadas de carreira dedicadas quase em exclusivo ao público jovem; e interpretação de André Laires, Carlos Feios, Jaime Monsanto, Rogério Boane, Solange Sá e Tatiana Mendes.
A peça, criada a partir da obra “Histórias que me contaste tu”, leva à cena um conjunto de contos relatados por um exímio contador de histórias: um pequeno insecto, muito simpático e divertido.
 
Sinopse:
“Como uma caixa dentro de uma caixa, dentro de uma caixa, dentro de uma caixa o escritor escreve as histórias que o escaravelho por sua vez lhe contou a ele e que o encenador transforma em imagens no teatro e que por sua vez os actores são os fazedores. Assim, o livro do Pina "Histórias que me contaste tu" se transforma em teatro para os mais novos que por sua vez levarão os mais crescidos a acompanhá-los nestas histórias vivas.”
José Caldas

Autor: Manuel António Pina | Encenação e transposição cénica: José Caldas | Cenografia e figurinos: José António Cardoso | Actores: André Laires, Carlos Feio, Jaime Monsanto, Rogério Boane, Solange Sá, Tatiana Mendes | Desenho de luz: Fred Rompante | Fotografia: Manuel Correia, Paulo Nogueira | Grafismo: Carlos Sampaio, José António Cardoso | Música criada colectivamente a partir de música tradicional portuguesa  

Bilhetes: 10€ (adultos) | 5€ (crianças, estudantes, reformados e protocolos) | 4€ (grupos - mínimo de 10 pessoas)
M/4

21/11/12

“Falar Verdade a Mentir” integra programação do “Serões Na Serra”


 
A CTB – Companhia de Teatro de Braga apresenta na próxima sexta-feira, dia 23, o espectáculo “Falar Verdade a Mentir” de Almeida Garrett, com encenação e dramaturgia de Rui Madeira, em Campo Benfeito, Castro Daire. Inserida na programação do “Serões Na Serra”, o Teatro do Montemuro acolhe no Espaço Montemuro, às 21h00, a comédia de costumes que ridiculariza a sociedade do século XIX e que ainda hoje conserva o seu humor refinado. Tendo como pano de fundo a cidade de Lisboa, “Falar Verdade a Mentir” narra a história de um peralta, interesseiro e mentiroso compulsivo, Duarte, cujo vício põe em causa não só o seu casamento com Amália, como o da criada desta, Joaquina, com José Félix.
A entrada é gratuita.

Falar Verdade a Mentir (M/12)
Com “Falar Verdade a Mentir” podemos observar, num ritmo de comédia e com humor corrosivo, como a natureza do discurso se cruza entre o passado, a falsa moral, a aparência e o novo olhar dos tempos e das desilusões do Presente, consoante os personagens em jogo. A luta do Autor romântico, pela revolução nas Letras, no Teatro Português e, porque não dizê-lo, na Política nacional.
“Falar Verdade a Mentir” é um divertimento teatral num espaço/tempo de debate e experimentação.

Rui Madeira

Autor: Almeida Garrett | Encenação e Dramaturgia: Rui Madeira | Elenco: André Laires, Carlos Feio, Giovana Sgarbi, Jaime Monsanto, Rogério Boane, Solange Sá | Cenografia: Carlos Sampaio, Rui Madeira | Figurinos: Sílvia Alves | Criação vídeo: Frederico Bustorff Madeira | Criação Sonora: Luís Lopes | Design gráfico: Carlos Sampaio | Fotografia: Paulo Nogueira
 

16/11/12

Ana Bustorff no Theatro Circo com CONCERTO "À LA CARTE"



  
Concerto “à la carte”
de Franz Xaver Kroetz
 
 4 e 5 de Dezembro – 21h30
Sala Principal do Theatro Circo
 
Concerto “à la carte” da Companhia de Teatro de Braga volta à Sala Principal do Theatro Circo nos dias 4 e 5 de Dezembro, às 21h30.
Da autoria de Franz Xaver Kroetz, o espectáculo é um monólogo que se distingue pela dificuldade do realismo teatral e do confronto com a solidão que caracteriza a obra do autor alemão. Com encenação de Rui Madeira, Concerto “à la carte” é uma comédia social ao contrário, um espectáculo de compromisso, de postura artística e ética sobre o nosso tempo, interpretado numa grande performance por Ana Bustorff.
Marcado pela solidão e pelo silêncio, este monólogo sem palavras apresenta-nos a vida da Sr.ª Rasch, uma mulher solitária, perfeccionista e com uma vida pautada por rotinas, gestos, hábitos e manias, uma senhora igual a tantas que moram no apartamento ao lado, que se cruzam connosco no supermercado, a quem olhamos sem ver e que morrem sem sabermos e sem elas mesmas darem por isso.
Ana Bustorff regressa assim ao Theatro Circo com a 100.ª produção da CTB, companhia da qual foi co-fundadora, estreada em 2009 e levada à cena em vários palcos nacionais ­­- Castro Daire, Porto, Santarém, Almada, Aveiro, Coimbra, Viseu – e internacionais - Cagliari (Itália), Ourense e Santiago de Compostela (Espanha). Recordamos que a actriz participou na mais recente encenação da CTB, “Oresteia”, de Ésquilo, como Clitemnestra, e no panorama televisivo integrou o elenco da nona série de “Morangos com Açúcar”, tendo interpretado o papel da professora Luísa, mãe de Ana Rita, Teresa e Tiago.

 
“É preciso estar satisfeito. A insatisfação é uma doença.”
 
Ana Bustorff volta à Companhia para uma grande performance.
Um texto único para uma actriz única.
Um espectáculo construído em partitura de silêncios.
O teatro já passou e a Vida é vivida tal qual é.

Há ecos e silêncios que a Vida produz: são a música do tempo e do lugar.
Habitamos e vivemos, cada vez mais, um mundo que é só nosso.
Livres e prisioneiros das nossas cabeças. Agimos. Organizamos e reorganizamos um Caos.
Reconstituímo-nos no Silêncio.

 
Autor Franz Xaver Kroetz | Tradução Maria Adélia Silva Melo | Interpretação Ana Bustorff | Encenação Rui Madeira | Assistentes de encenação Frederico Bustorff Madeira, Solange Sá | Cenografia Carlos Sampaio | Figurinos Sílvia Alves | Desenho de luz Fred Rompante | Desenho de som Pedro Pinto | Fotografia de cena Paulo Nogueira | M/12

Bilhetes: 12€ | 6€ (estudantes, reformados e protocolos) | 5€ (grupos mínimo – 10 pessoas)

13/11/12

Comunicado


Em meados de Junho, o ex-Secretário de Estado da Cultura prometeu, na Assembleia da República e à comunicação social, que os concursos para apoio à criação artística nos próximos anos abririam até ao final de Setembro. Tal não aconteceu. A única coisa que saiu foi um comunicado lacónico da Direcção-Geral das Artes, recentemente retirado do site da instituição, dizendo que estavam a aguardar autorização das Finanças.
O Secretário de Estado da Cultura foi entretanto substituído, mas continua a não haver qualquer indicação sobre a abertura destes concursos. O novo titular da pasta não fez sequer qualquer declaração sobre a situação do sector.
O que significa que todas as estruturas de criação artística que são financiadas pelo Estado estão neste momento sem saber com o que podem contar para daqui a pouco mais de mês e meio. Estão impedidas de planificar a sua actividade e de concorrer a outros apoios, sem saber se podem manter os vínculos com os seus trabalhadores, sem saber se podem continuar a existir.
Como se isto não bastasse, surgiu entretanto um problema adicional. A DGArtes começou em Outubro a falhar os pagamentos contratualizados para este ano. As prestações relativas ao financiamento de 2012 previstas para o mês passado não foram pagas e a justificação que é dada é a mesma: aguarda autorização das Finanças.
Por causa disto, as companhias estão impedidas de honrar os compromissos com os seus trabalhadores, com fornedores e com o próprio Estado (impostos, segurança social, etc.). Em alguns casos, nomeadamente no que diz respeito a projectos comunitários, arriscam mesmo perder milhares de Euros por incapacidade de liquidar dentro dos prazos previstos despesas que seriam co-financiadas.
Mais uma vez se comprova que, para este Governo, os contratos assinados com os agentes culturais não são para levar a sério. O facto de não serem respeitados não merece sequer uma palavra das instituições (neste caso a Direção Geral das Artes) que teriam a obrigação de os executar – limitam-se, quando questionados, a descartar responsabilidades para o Ministério das Finanças.
Acontece que nos disseram que a cultura dependia directamente do Primeiro-Ministro.
É por isso a ele que exigimos:
- a regularização imediata das prestações relativas aos apoios de 2012, nos termos contratualizados;
- uma informação clara, com indicação de prazos e orçamentos, quanto à abertura dos concursos para apoio às artes nos próximos anos, como decorre do Decreto-Lei 196/2008, de 6 de Outubro.
Só assim se conseguirá evitar a desagregação completa do tecido cultural em Portugal, o encerramento de dezenas de estruturas profissionais por todo o país e o despedimento de centenas de trabalhadores.
 
13 de Novembro de 2012
 
A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra
ACERT
ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve
BAAL 17
Centro Dramático de Évora
Companhia de Teatro de Braga
F.C. Produções Teatrais
Jangada – Cooperativa de Teatro Profissional
Lendias d’Encantar
MARIONET
O Teatrão
Peripécia Teatro
Seiva Trupe – Teatro Vivo
Teatro Art’Imagem
Teatro das Beiras
Teatro do Montemuro
Teatro Extremo
Teatro Fórum de Moura

(lista de subscritores actualizada às 23h23)

A não perder


Hoje, às 21h30, na Sala Principal do Theatro Circo
 

 O PROFISSIONAL
 uma co–produção Companhia de Teatro de Braga e Centro Dramático Galego

"Você não sabe quem eu sou?" Com estas palavras Luka Laban, "o profissional", entra no escritório e na vida de Teodoro Teja Kraj, um antigo militante da oposição ao regime do Marechal Tito convertido agora em gerente de uma cambaleante editora à beira da falência comercial.
Durante duas décadas, Luka, polícia da brigada desaparecida política, teve a missão de vigiar o ex-revolucionário, gravando e transcrevendo as suas conversas e recolhendo as lembranças fetiche que o jovem deixava pelo caminho.
Com esta enigmática exposição inicial, Kovacevic apresenta uma divertida e emocionante metáfora das grandes ambiguidades e contradições da Jugoslávia comunista e da história recente da nova Sérvia.

Autoria: Dusan Kovacevic Adaptação e encenação: Manuel Guede Oliva A partir da tradução de Vladimir André Cejovic e Anne Renoue Elenco: Ernesto Chao, Miguel Pernas, Rebeca Montero e Rodrigo Roel Cenografia: Arquitecto José Carvalho Araújo Figurinos: María Negreira Desenho de Luz: Juanjo Amado Criação Vídeo: Hugo Carvalho Araújo Espaço Sonoro: Manuel Guede Oliva e Pedro Pinto Fotografia: Miguel Fernández Assistente de Encenação: Inma Antonio Souto
 
M16 | 8€

O Profissional





09/11/12

Digressão


 
Companhia de Teatro de Braga em Faro e Castro Daire

A CTB – Companhia de Teatro de Braga continua em digressão, agora com os espectáculos “Último Acto” e “Falar Verdade a Mentir”.
Nos dias 16 e 17 de Novembro, a CTB estará em Faro para apresentar o espectáculo de Anna Langhoff, Alexej Schipenko e Rui Madeira, “Último Acto”. A peça composta pelo texto homónimo de Anna Langhoff e que integra também o texto “A Arte do Futuro” de Alexej Schipenko será apresentada no Teatro Lethes, às 21h30.
Diferente das demais produções, “Último Acto” apresenta-nos um retrato cruel e cómico sobre as relações de poder no teatro, um olhar descarnado sobre as práticas e a cultura teatrais, onde o público é parte implicada e assume o papel de actor da história.
As apresentações realizam-se no âmbito da Rede CULTURBE - um projecto que reúne Braga, Coimbra e Évora, sob a organização da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve.
Já no dia 23 de Novembro é a vez de Campo Benfeito, Castro Daire, acolher “Falar Verdade a Mentir” de Almeida Garrett, com encenação e dramaturgia de Rui Madeira. Inserida na programação do “Serões Na Serra”, o Teatro do Montemuro acolhe no Espaço Montemuro, às 21h00, a comédia de costumes que ridiculariza a sociedade do século XIX e que ainda hoje conserva o seu humor refinado. Tendo como pano de fundo a cidade de Lisboa, “Falar Verdade a Mentir” narra a história de um peralta, interesseiro e mentiroso compulsivo, Duarte, cujo vício põe em causa não só o seu casamento com Amália, como o da criada desta, Joaquina, com José Félix.


“Último Acto” (M/16)
“Último Acto”, de Anna Langhoff, foi representado pela primeira vez no Teatro Gorki, dirigido pela autora. Trata-se de uma peça que decorre durante um ensaio, próximo da estreia, a partir do momento em que o encenador é “visitado” pelo escritor/dramaturgo. Este deseja que aquele escolha dirigir um texto seu. Um retrato cruel e cómico sobre as relações de poder no teatro, um olhar descarnado sobre as práticas e a cultura teatrais e o entendimento ou desconhecimento que delas fazemos.
“Último Acto” é completado por “A Arte do Futuro”, de Alexej Schipenko, um texto onde também se fala de arte, de deus, da morte, do mundo, dos nossos desejos e medos.

Um espectáculo de Anna Langhoff, Alexej Schipenko e Rui Madeira | Assistentes Carlos Feio e André Laires | Com Carlos Feio, Solange Sá, Rogério Boane, André Laires, Frederico Bustorff Madeira e Vicente Magalhães | Tradução Helena Guimarães e Regina Guimarães | Desenho de luz Fred Rompante | Ambiente sonoro Luís Lopes | Criação vídeo Frederico Bustorff Madeira | Criação gráfica Carlos Sampaio | Fotografia Paulo Nogueira

 
Falar Verdade a Mentir (M/12)
Com “Falar Verdade a Mentir” podemos observar, num ritmo de comédia e com humor corrosivo, como a natureza do discurso se cruza entre o passado, a falsa moral, a aparência e o novo olhar dos tempos e das desilusões do Presente, consoante os personagens em jogo. A luta do Autor romântico, pela revolução nas Letras, no Teatro Português e, porque não dizê-lo, na Política nacional.
“Falar Verdade a Mentir” é um divertimento teatral num espaço/tempo de debate e experimentação.
Rui Madeira

Autor: Almeida Garrett | Encenação e Dramaturgia: Rui Madeira | Elenco: André Laires, Carlos Feio, Giovana Sgarbi, Jaime Monsanto, Rogério Boane, Solange Sá | Cenografia: Carlos Sampaio, Rui Madeira | Figurinos: Sílvia Alves | Criação vídeo: Frederico Bustorff Madeira | Criação Sonora: Luís Lopes | Design gráfico: Carlos Sampaio | Fotografia: Paulo Nogueira

06/11/12

Inscrições abertas


OFICINA COMMEDIA DELL’ARTE

 A Companhia de Teatro de Braga, em parceria com o Theatro Circo e o Theatro Circo Café, promove, entre 14 de Novembro e 2 de Dezembro, a “Oficina de Commedia dell’Arte”. A decorrer nas instalações do Theatro Circo Café às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h30 às 22h00, a acção é coordenada pelo actor, director, aderecista e dramaturgo brasileiro, Eduardo Chagas, que integra o elenco do projecto “Oresteia”, a mais recente produção da CTB.

A oficina, para maiores de 18 anos, orienta a criação de personagens a partir do improviso com as máscaras das personagens típicas da Commedia Dell’Arte (Arlecchino, Pulcinella, Columbina, Brighella, Pantalone, Capitano, Dottore, Innamorati), e culmina com uma apresentação de pequenas cenas no final, visando a formação técnica, disponibilidade, prontidão, espontaneidade, desinibição, expressividade, trabalho em grupo, espírito de liderança, poder de iniciativa, capacidade de improvisar, expressividade e comunicação.

A Commedia dell’Arte é um género espectacular de Teatro que surge em Itália no século XVI e que percorre toda a Europa até o século XVIII. É fundamentalmente a arte do actor e sua relação com a construção de cena. Tem como principais características: o improviso, o uso da meia máscara e o profissionalismo, o que possibilita ao actor a experimentação de uma linguagem codificada para a construção do jogo teatral, orientando os princípios básicos da criação cénica.

A máscara é utilizada desde os tempos mais remotos como forma de expressão e de comunicação em diversas culturas por todo o mundo. No teatro ela possibilita a vivência de uma linguagem não realista por parte do intérprete, centrada na construção do arquétipo e no jogo lúdico entre actores e público. O treino com a máscara estimula a imaginação criativa do actor ou do não-actor, aliando a isso, economia gestual e teatralidade. Ao esconder o rosto, a máscara revela toda a expressividade corporal. Quando veste a máscara, o actor pode, de facto, substituir a sua identidade pessoal por outras.

A frequência da oficina implica a realização de uma pré-inscrição através do envio de nome, contacto de telemóvel e de e-mail para o endereço: info@ctb.pt e tem um custo de 30€, valor que deve ser pago aquando a formalização da inscrição nos escritórios da CTB e no qual está incluído todo o material necessário para a realização da mesma.

02/11/12

 

Oficina de Commedia dell’Arte

A Commedia dell’Arte é um género espectacular de Teatro que surge em Itália no século XVI e que percorre toda a Europa até o século XVIII. É fundamentalmente a arte do actor e sua relação com a construção de cena. Tem como principais características: o improviso, o uso da meia máscara, e o profissionalismo o que possibilita ao actor a experimentação de uma linguagem codificada para a construção do jogo teatral, orientando os princípios básicos da criação cénica.

A máscara é utilizada desde os tempos mais remotos como forma de expressão e de comunicação em diversas culturas por todo o mundo. No teatro ela possibilita a vivência de uma linguagem não realista por parte do intérprete, centrada na construção do arquétipo e no jogo lúdico entre actores e público. O treino com a máscara estimula a imaginação criativa do actor ou do não-actor, aliando a isso, economia gestual e teatralidade. Ao esconder o rosto, a máscara revela toda a expressividade corporal. Quando veste a máscara, o actor pode, de facto, substituir a sua identidade pessoal por outras.

A oficina orientará a criação de personagens a partir do improviso com as máscaras das personagens típicas da Commedia Dell’Arte (Arlecchino, Pulcinella, Columbina, Brighella, Pantalone, Capitano, Dottore, Innamorati), e levará a uma apresentação de pequenas cenas no final, visando a formação técnica, disponibilidade, prontidão, espontaneidade, desinibição, expressividade, trabalho em grupo, espírito de liderança, poder de iniciativa, capacidade de improvisar, expressividade e comunicação.
 
 
Conteúdos Programáticos da Oficina:
• Noções básicas de: História da Commedia Dell’Arte, Mímica e Interpretação Teatral.
• Aquecimento e preparação para o estado de trabalho.
• Exercícios técnicos de escuta, observação e atenção.
• Estudo e confecção de cada máscara da Commedia Del’ Arte
• Construção física e vocal de tipo fixo (Máscara) .
• Relação entre as máscaras.
• Estudo e criação do canovaccio (roteiro)
• Improvisos.
 
Material para confecção das máscaras (por pessoa):
[NOTA: Este material está incluído no preço da oficina]
 
• Vaselina em pasta (suficiente para untar o rosto e o molde).
• 1 rolo de 10cm largura de atadura gessada
• 1 kg de gesso de estuque
• 1/2 kg de argila para modelagem
• Cola Branca
• Papel pardo
• Tintas e pincel
• Fita de cetim preta
 


EDUARDO CHAGAS - BIOGRAFIA
Actor, director, aderecista e dramaturgo, Eduardo Chagas faz Teatro profissional desde 1979.
 
Como Actor, integrou a Cia. Teatro X de 2001 a 2005, período em que realizou os seguintes trabalhos sob direcção de Paulo Fabiano:
- “Cidadão de Papel”, de Celso Cruz (2001);
- “Prometeu Enjaulado”, de Celso Cruz (2001);
- “Espólio”, de Gerson Estevez (2002);
- “Esquina”, de Mario Viana (2003)

[Mostra de teatro Tema Urbano];
- “Bando de Maria”, de Celso Cruz, (2004);
- “Caminhador”, de Gerson Estevez (2004);
- “Fuck you, baby”, de Mario Bortolloto (2005).

Com a Companhia Os Satyros actuou em:
Saló Salomé” em 1992, este com temporada na Europa no mesmo ano;
120 dias de Sodoma”, “Justine” e “Filosofia na Alcova” todas com texto e direcção de Rodolfo Vasquez entre 2006 e 2012.
 
São de destacar ainda as suas atuações em:
A Bela e a Fera”, criação colectiva com direcção de Djalma Frattini em 1991;
A Bela Adormecida” e “O Quebra nozes” de Tchaikovski (espectáculo de ballet clássico pela C.ia Paula Castro) com direcção de Paulo Fabiano em 1992;
Paradise”, de Sirio Belmeni, com direcção de Paulo Fabiano em 1993;
O Casamento do Pequeno Burguês”, de Bertold Brecht, com direcção de Zédu Neves em 1995;
As Bodas de Fígaro”, de W. Amadeus Mozart, com direcção de Zédu Neves em 1996;
Todo Mundo Nú”, de Ricardo Bandeira, com direcção de Alberto Gaus em 1997;
Brasil outros 500!” de Sofredini, com direcção de Creuza Borges em 1999-2000 e temporada na Europa no mesmo ano;
O Auto Da Barca Do Inferno” de Gil Vicente, com direcção de Creuza Borges em 2000;
Uma Pilha de Pratos na Cozinha”, com texto e direcção de Mario Bortolloto entre 2007 e 2009;
Inês de Castro até ao fim do mundo”, com texto de Neviton de Freitas e direcção de Creusa Borges em 2010;
Sexo Oral”, com texto de Celso Cruz e com direcção de Celso Cruz em 2005 e de Eduardo Chagas na reposição de 2008;
Oresteia”, com texto de Ésquilo e direção de Rui Madeira, espectáculo montado em Braga, Portugal em 2012.
 
Como Director, foi responsável, entre outros, pelos espectáculos:
A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado em 1985;
O Pássaro” espectáculo de Pantomima em 1985,;
Graveto e a árvore de cristal” e “Arthur e a espada encantada”, ambos em 1990, e dos quais também assina a dramaturgia.
Guilhotina” de Gil Gobbato em 2011
Satyricon”, como preparado de actor em 2012 (em processo)
 
 Como Dramaturgo assina também os espectáculos de rua:
Crónica da Paixão” em 2007;
Mulheres da praça” em 2009
Calígula” em 2004.
 
No Cinema actuou em curtas e longas metragens.
Curtas-metragens:
Nocturno” (2005)
Um pra um” (2006)
O cobrador” (2007)
Ulisses”(2011) de Lohayne de Oliveira [Prémio de melhor actor do festival Curta Santos]
História de concreto” (2010)
Ninjas” de Denison Ramalho (2010)
Isso não é o fim...”(2011) de João Gabriel [Prémio de melhor actor]
 
Longas-metragens:
Encarnação do Demónio” (2007), de José Mojica Morim, com produção da Gullane Filmes
Querô” (2007), com direcção de Carlos Cortês e também com produção da Gullane Filmes
O Menino da Porteira” de Jeremias Moreira com produção da Jere Filmes
Os Inquilinos” de Sergio Bianchi (2009
É proibido Fumar” de Ana Mulaert
Reflexões de um liquidificador” de Andre Klotzel